7 Coisas que você precisa saber sobre mapa de fluxo de valor

O que é um mapa de fluxo de valor

Você já ouviu falar em mapa de fluxo de valor? Trata-se de um conceito que que tende a ser cada vez mais utilizado por empresas dos mais variados segmentos. A técnica se baseia em uma produção enxuta para analisar, projetar e gerenciar o fluxo de informações e materiais necessários para que a companhia leve um produto ou serviço até o seu cliente.

Karen Martin e Mike Osterling, autores do livro “Value Stream Mapping” definem o conceito como “uma ferramenta que oferece uma visão holística de como o trabalho flui por sistemas inteiros. Assim, o mapa de fluxo de valor apresenta funções muito importantes para o desenvolvimento de uma empresa.

1 . Por que o mapa de fluxo de valor foi criado?

Entende-se que as empresas tem um conjunto de etapas necessárias para entregar um produto ou serviço para os clientes. Nesse sentido, o mapa de fluxo de valor foi criado para que todas as fases do processo sejam listadas e acompanhadas pelos gestores. Isso faz com que se possa ter uma visão geral sobre a situação de cada uma das demandas da companhia.

Convém lembrar que o mapa de fluxo de valor pode ser feito para qualquer setor da empresa. Uma fábrica poderá listar todas as etapas de produção de um produto, como a escolha da matéria-prima, o tratamento dado a ela, a fabricação em si, a pintura, a expedição, o transporte até os centros de distribuição, por exemplo.

Já na área de RH, quando a organização deseja contratar um novo funcionário, as etapas do mapa são a definição dos pré-requisitos da vaga, a criação do anúncio, a escolha das mídias em que a oferta será veiculada, a realização das entrevistas com os candidatos, os testes práticos com os selecionados na etapa anterior.

2. Qual é o objetivo?

O objetivo geral de um mapa de fluxo de valor é aumentar a eficiência, por meio da melhoria contínua nos processos de uma companhia.

O gestor poderá identificar facilmente gargalos e problemas que possam impedir que as coisas aconteçam como deveriam. E também, descobrir as etapas que precisam ser eliminadas, ajustadas ou criadas para aumentar a capacidade da organização de “fazer mais rápido, melhor e mais barato”.

3 . Por que os executivos de RH devem entender sobre mapa de fluxo de valor?

Ulrich disse que seria impossível a área de gestão de pessoas contribuir com os resultados da companhia, sem entender com profundidade a cadeia de valor da organização.

O RH precisa discernir sobre as etapas do processo que geram valor ou desperdício para a companhia, até chegar ao cliente externo. E realizar ações internas com impactos, não apenas nos clientes internos, mas também nos clientes externos. Isso exige que os profissionais de RH saiam da mentalidade de “o que faço” para “o que eu entrego”.  Na prática, esse é um dos principais entraves que impedem o protagonismo do RH.

4. Como é elaborado o mapa?

Ao contrário dos fluxogramas comuns, que mostram apenas as etapas envolvidas nos processos produtivos, o mapa de fluxo de valor mostra significativamente mais informações e usa um formato mais linear.

A ideia é que os gestores possam ver onde o valor real está adicionado no processo, permitindo maior eficiência associada à entrega de um produto ou serviço e isso seja explorado, de forma mais significativa, pela equipe.

Para desenvolver o mapa é preciso que sejam listadas todas as etapas dos processos produtivos, bem como os recursos físicos, humanos e financeiros necessários para a sua realização.

Em resumo, para elaborar um mapa de fluxo de valor, é preciso que sejam desenvolvidas as seguintes etapas:

  • fluxo de informações: mostra os recursos necessários para a realização de um processo;
  • fluxo de produto ou serviço: lista todas as etapas do processo produtivo;
  • time ladder: fornece uma representação visual simplista da linha do tempo do fluxo de valor.

5. Quem da empresa é o responsável por elaborá-lo?

O responsável pela elaboração final desse mapa é o líder do setor em que ele será aplicado. No entanto, recomenda-se que toda a equipe participe do processo, uma vez que, ao envolver todos os colaboradores, trará uma melhor compreensão e profundidade de cada uma das etapas.

Por exemplo, um operador de máquina conhece muito mais sobre possíveis falhas e ocorrências que podem acontecer com esse equipamento do que o supervisor da linha de produção. Dessa forma, ouvir esse colaborador pode ser essencial para definir o tempo médio da atividade em questão. O mesmo vale para todas as etapas dos processos produtivos.

6. Quais são os principais benefícios para uma empresa?

Quando uma empresa adota o uso do mapa de fluxo de valor, percebe diversos benefícios. Os principais deles são os relacionados a seguir:

6.1 Eliminação do desperdício

Os gestores perceberão em que etapas os processos produtivos geram mais desperdícios de tempo e de recursos. Isso faz com que a empresa gaste menos dinheiro e aumente a lucratividade.

6.2 Valorização da sustentabilidade

Com menos desperdício, a empresa será mais sustentável. Ao gastar menos matéria-prima, por exemplo, uma indústria se torna mais “verde”, sem precisar utilizar muitos recursos naturais para a produção. Até mesmo o uso de papel pode ser reduzido, caso a maior parte dos procedimentos sejam informatizados.

6.3 Cultura organizacional de eficiência

A empresa desenvolverá uma cultura organizacional mais colaborativa e voltada para a otimização do trabalho. Assim, a dinâmica de elaboração do mapa aumenta a coesão cultural, pois, envolve a todos que fazem parte da companhia. Os funcionários ficarão mais engajados, proativos e com sentimento de “donos do processo.

6.4 Foco nos processos produtivos

O foco de um fluxo de valor é proporcionar uma boa entrega para os clientes da empresa. Logo, são descartadas opiniões pessoais que possam atrasar um processo.

7. Quais são as consequências caso não haja uma cultura de eficiência?

Caso não utilize um mapa de processos e não haja uma cultura voltada para eficiência, as empresas poderão continuar desenvolvendo as suas atividades de forma desordenada e com pouco controle. Isso tudo reflete na qualidade e no preço dos produtos e serviços que ela oferece aos seus clientes e em sua competitividade.

A cultura de eficiência garante a sobrevivência da organização a curto e médio prazos. Obviamente, toda e qualquer empresa precisa também garantir o futuro e, para isso acontecer, será preciso também incorporar a inovação.

Eficiência e inovação são dois pilares indissociáveis e fundamentais para sobrevivência das organizações atualmente. São paradoxos que não são fáceis de serem conduzidos pelos líderes, simultaneamente.

Gostou de saber mais sobre o mapa de fluxo de valor? Esperamos que as nossas orientações tenham sido úteis para você. Se ainda tiver alguma dúvida sobre o tema, recomendamos que procure por um especialista no assunto.

Nós, da Cozex, temos expertise nessa área e estamos à disposição para ajudá-lo. Entre em contato conosco!

Lília Barbosa & Creoncedes Sampaio

https://www.atlassian.com/continuous-delivery/principles/value-stream-mapping

https://www.kaizenkulture.com/blog/what-is-a-value-stream-map-and-how-can-you-benefit

https://tallyfy.com/value-stream-mapping/

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