Desenvolver as Forças ou Vencer as Fraquezas ?

Uma parte da infelicidade e sofrimento psicológico das pessoas está relacionado ao trabalho. No trabalho, a cobrança e a forma que as pessoas interagem, na maioria das vezes, estão baseadas em “melhorar algo que você não é bom”… As avaliações de desempenho formais, quando existem, desaguam em um plano de desenvolvimento individual pautado em transformar as fraquezas em forças.

Caso você seja destro e escreva com a mão direita, imagine-se agora, escrevendo com a mão esquerda. Se escreve com a mão esquerda, imagine escrever com a mão direita… Como é esforçar-se em algo que você não tem o talento natural? A ênfase nas fraquezas mina a capacidade de realização das pessoas, baixa a autoestima e  as faz desacreditar de suas verdadeiras potencialidades.

Passar a vida melhorando o que você não tem é o mesmo que escrever com a mão esquerda. Fica difícil melhorar a produtividade e o desempenho de uma pessoa, se ela escreve, o tempo inteiro, com a mão “errada”…

É inegável que repetição, treino e tempo desenvolvem qualquer habilidade, inclusive escrever com a mão esquerda. Mas, não é isso que fará você ou seus liderados fluírem na realização de uma atividade com satisfação e alto desempenho.

Provavelmente, o seu time tem grandes talentos potenciais que não são utilizados adequadamente ou estão sendo desperdiçados… O desperdício acontece quando o tempo que deveria ser utilizado para maximizar os seus talentos, foi usado para transformar suas fraquezas em forças. Ninguém está afirmando que as fraquezas devem ser desconsideradas… elas precisam ser neutralizadas, para não haver prejuízo aos times, empresa e à própria carreira.

Para que as pessoas aproveitem o máximo do seu potencial e  contribuam muito mais com a empresa, é importante que elas conheçam quais são as suas potencialidades e como podem alavancá-las. Os líderes precisam desenvolver o que há de melhor nos liderados, em lugar de se preocuparem com o que há de pior.

Imagine se todos numa empresa tivessem a oportunidade de conhecer e usar os talentos e transformá-los em forças? Imagine como seria o ambiente de trabalho se as pessoas e times de trabalho utilizassem, com profundidade, a complementariedade dos seus talentos e forças? Imagine como seriam as interações e os relacionamentos das pessoas ao usar e reforçar mutuamente os seus talentos naturais? Agora, compare a sua imaginação com dados das pesquisas Gallup, referência mundial nos estudos de forças e talentos.

As pesquisas da Gallup mostram que as equipes que recebem feedbacks dos seus pontos fortes obtêm uma lucratividade de 8,9% maior. Indivíduos que utilizam seus pontos fortes todos os dias apresentam uma produtividade 7,8% maior e são 6 vezes mais propensos a serem engajados em seus trabalhos.

A ênfase nas forças é uma tendência mundial e já está mais do que provado que as lideranças que insistem em desenvolver as pessoas pelo que há de pior nelas, enveredam pelo caminho da baixa performance, embora a intenção seja aumentar o desempenho…

Como descobrir e usar as forças no dia a dia do trabalho? Faz-se isso a partir da de um trabalho individual ou em times, voltado para este fim, onde é realizada a a aplicação do assessment de talentos e forças.

Embora a tradução da palavra seja avaliação, os assesments não são avaliações. Não há uma conclusão de certo ou errado, bom ou ruim. Toda avaliação precisa ter um veredito de bom ou ruim. No caso dos assessments não há esse tipo de julgamento.

Apenas aplicar o assessment de talentos não é suficiente. É preciso participar de um trabalho conduzido por um profissional certificado em forças para que você e sua equipe sejam instrumentalizados em como transferir e usar os talentos, na prática, para atingir os resultados organizacionais desejados.

Somos seres humanos, por isso imperfeitos, e nessa imperfeição “perfeita”, somos maravilhosamente belos. Ao aceitar isso, você não perderá tempo em transformar a si mesmo e os outros naquilo que, você e eles, não são… como diz a Gallup:

“Um time de alta performance é constituído de pessoas imperfeitas, mas talentosas, que são valorizadas por seus pontos fortes e que precisam um dos outros para alavancar a excelência individual e em equipe”.

Lília Barbosa & Creoncedes Sampaio

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