Sua empresa é feliz?

Até que ponto a felicidade dos integrantes de uma empresa refletem no desempenho, criatividade, engajamento e resultados da organização?

Estima-se que um terço da força de trabalho esteja insatisfeita e o custo desta realidade é enorme para as empresas.

O que as empresas posicionadas no  ranking das melhores empresas para se trabalhar tem em comum? Todas priorizam o ser humano, através de um diferenciado sistema de gestão de pessoas. Trata-se de  empresas que se destacam  pela  satisfação de seus funcionários.

Estas organizações sabem que o sucesso depende da satisfação de seus colaboradores. Sendo assim, proporcionar um ambiente favorável, estimulante, que promova crescimento, onde as pessoas possam praticar seus talentos e habilidades, sejam reconhecidas, se sintam importantes e valorizadas traz resultados concretos.

Mas como isso funciona?

Para este entendimento é importante definir  o conceito de felicidade. Os cientistas definem felicidade como sendo a experiência de emoções positivas combinadas com um senso de sentido e propósito. Essas emoções positivas inundam nosso cérebro com substâncias químicas que além de aumentar nossa sensação de bem estar, agem no centro de aprendizado, permitindo criar conexões neurais, nos possibilitando pensar com mais rapidez, clareza e criatividade, ou seja, o cérebro positivo possui uma vantagem competitiva em relação ao cérebro negativo.

É por esta razão que toda vez que estamos sob a influência de emoções positivas e nos sentindo felizes, estamos muito mais propensos a enxergar soluções, a criar e a persistir diante dos problemas.

Mas qual o papel das organizações a fim de garantir este clima de satisfação e felicidade a fim de colher seus efeitos positivos?

Imagine uma organização como um solo fértil de um jardim. Cabe a empresa proporcionar os elementos necessários para que  as sementes (indivíduos e  equipes) cresçam, se desenvolvam e produzam seus frutos.  Claro  que as  “sementes”  tem seu significativo papel na qualidade dos frutos gerados, apresentam características peculiares e carregam consigo seus diferenciais, porém se não cultivadas em um ambiente propício, é como semear a semente de um carvalho no asfalto.

Proporcionar este ambiente favorável não depende necessariamente de recursos financeiros. Qualquer empresa de qualquer porte ou segmento pode se beneficiar deste clima de satisfação e felicidade. Algumas iniciativas que podem fazer a diferença:

1) Promover um espaço onde as pessoas possam praticar suas habilidades e talentos. Estudos comprovam que quanto mais utilizamos nossos pontos fortes na vida, mais somos felizes.

2) Proporcionar práticas de descarga rápidas de emoções positivas, como interações sociais e descontração. Muitas vezes sacrificamos estas ações em nome da eficiência e da administração do tempo, o que é um grande equívoco. Todas as empresas buscam a inovação e lucratividade em um mercado cada vez mais competitivo, mas são poucas as que realmente s fazem a sua parte neste processo.

Pensem em empresas como Google, na qual investe todo tipo de recursos a fim de ampliar este clima positivo  com o propósito de maximizar o potencial de seus colaboradores para estar à frente da concorrência.

3) Reconhecer e encorajar tem sido uma prática comprovadamente eficaz para promover aumento de resultados. Estima-se que este sentimento de valorização ocasionado após um elogio e reconhecimento, aumente em mais de 31%  o desempenho das equipes.

4) Estabelecer clareza e propósito dos papéis dos colaboradores  na organização. Este entendimento gera um estado mental que impacta diretamente na relação do indivíduo com seu trabalho, que pode ser encarado como um trabalho, uma carreira ou uma missão. É fácil imaginar qual destas percepções traz melhores resultados.

5) Investir em um ambiente rico em interações sociais. Pesquisas mostram que a força dos relacionamentos sociais, contribuem significativamente para a felicidade, para a saúde física, mental, emocional e  aumenta a resiliência diante das dificuldades. De todos os vínculos sociais no trabalho, o relacionamento entre gestor e colaborador é o mais importante de todos. Trata-se do principal fator da produtividade e permanência no emprego.

Nosso cérebro é um máquina perfeita com todos os recursos necessários ( concentração, poder criativo, percepção , análise , persistência), basta que esteja no estado favorável para que estas potencialidades sejam maximizadas.

Será que vale a pena?

Patrícia Lemos

Personal & Professional Coaching

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