Como fazer mais?

O autoconhecimento sem ação é inócuo. Somente quando fazemos é que desenvolvemos nossas capacidades, forças e virtudes.  Mas “fazer” qualquer coisa está distante de completar o indivíduo. Somente o “fazer” ampliado é  capaz de trazer completude. Faça-se algumas perguntas: você tem seu tempo preenchido com diversos afazeres e mesmo assim, no final do dia, sente incompletude?  No final do dia, sente-se cansado  e em frangalhos ou pleno e completo, apesar do cansaço? Ao desenvolver as atividades, você realiza com interesse e fluidez ou parece entediante fazê-las?

Suas respostas mostrarão o quanto você vive o “fazer” ampliado ou se está apenas imerso na mecanicidade diária. Se você ocupa seu tempo para fazer acontecer o que deseja na vida ou se seu tempo é inundado de atividades que o impedem de viver o que é relevante em sua vida. Qual é a sua realidade hoje? Talvez, seja a hora de encará-la e mudá-la.

Como realizar mais e ao mesmo tempo sentir-se gratificado pela experiência do “fazer” ampliado ?

  1. Alinhar as ações aos valores: realizar as escolhas do “fazer” ou não “fazer” a partir dos seus valores, pautadas no atendimento de questões importantes para você e não para os outros. Essa parte é uma das mais difíceis, pois muitas pessoas desconhecem o que realmente importa para elas. Quais são seus valores nucleares? Suas escolhas de vida atendem a esses valores?
  2. Fazer rupturas: aprender a assumir suas escolhas e isso requer aprender a fazer rupturas. Identificar as ações desalinhadas com o que é importante para você e excluí-las da sua vida. Nassim Taleb afirma que evitamos mergulhar em nós mesmos por desconhecermos o que descobriremos sobre nós e até que ponto isso mudará a nossa vida. A mudança de vida, de alguma forma, rompe com alguns padrões de vida anteriores. Qual a ruptura necessária em sua vida?
  3. Congruência nas ações: agir na prática de acordo com o discurso que profere aos outros. Isso nos dá a sensação de alinhamento, o que gera uma tranquilidade interior. Você é congruente? Quais as evidências disso?
  4. Vencer a visão cega: como alguém pode desejar ou fazer alguma mudança quando está impossibilitado de ver? Quando veem, mas não enxergam? A visão cega é nutrida pelas nossas experiências de vida. Quando somos incapazes de reaprender, cegamos. É necessário assumir a cegueira para ver o que não víamos e, a partir dessa perspectiva, fazer o que ainda não foi feito. Você é capaz de identificar o que não sabe e deveria saber sobre si mesmo? É capaz de identificar quais ações poderão tirá-lo da mecanicidade diária?
  5. Desafiar-se constantemente: Mihaly Csikszentmihalyi disse que mesmo as atividades mais interessantes, quando as dominamos completamente, tornam-se entediantes. Se não aprendermos a ver o antigo com o novo olhar ou aumentar o desafio do que fazemos cotidianamente, mais cedo ou mais tarde, nossa vida se tornará um marasmo. O quanto você mantém o mesmo interesse inicial com o que faz em sua vida?

Aprofunde-se nesses fatores e conheça outros aspectos importantes que nos impedem de viver o “fazer” ampliado. Descubra quais os caminhos para aumentar a sua capacidade de fazer o que precisa ser feito. No livro Significado: um guia para a vida, o bem-estar e a paz, você encontrará diversas reflexões e atividades que contribuirão para você fazer de forma ampliada e viver o agora com maior bem-estar.

Até a próxima semana!

Lília Barbosa    

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Creoncedes Sampaio

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