A força de um sonho – 1/2

A realização de algo é precedida pela idealização da coisa pretendida. Idealizar é sonhar. O sonho idealizado  na mente é a força motriz para mover o mundo, o seu mundo. Cada um tem sua história sonhada e vivida. No entanto nem todos assumem a autoria ou têm a diligência de alterar essa história sonhada e transformá-la numa história de vida. Antes da concretização de um objetivo, requer-se o encanto do sonho.

O que é sonhar? É permitir-se aspirar a desejos mais profundos e conseguir ver-se na dimensão desses sonhos, sem se preocupar, em um primeiro momento, se é ou não possível, pois, no hoje, há muitas limitações de recursos, habilidades, conhecimentos. Sonhar o amanhã partir do hoje é sonhar pequeno. Mas sonhar o amanhã como se tudo fosse possível é abrir as portas ao impossível. E se a sua vida mudasse completamente, como seria? Qual seria sua vida ideal? Aprender a sonhar, construir o castelo é o primeiro passo para chegar a algum lugar diferente e melhor. O sonho carrega a força e a energia para construir a ponte que liga você a partir do ponto em que está hoje ao futuro desejado, se você fizer a coisa certa.

O grande erro das pessoas é preocuparem-se com a construção da ponte antes de construir mentalmente o castelo. Então, o que deveria ser um castelo se revela um casebre. Assim, como esse casebre não representa o seu mais profundo desejo, e sim o que a sua mente racional acredita ser possível, a motivação é insuficiente para você persistir diariamente em realizar esse sonho. Anthony Robbins chama isso de “a ditadura do como”.  Ao preocupar-se com “o como fazer”, na hora errada, você perde a energia e a capacidade de ir além do que você é hoje. As pessoas realizadoras, primeiro, identificam onde querem chegar para, depois, buscar os caminhos de como chegar lá. Então, a primeira dica é:

Aprenda a sonhar sem as amarras de quem você é, tem ou faz hoje. Para isso, responda à seguinte pergunta: se tudo fosse possível, em 5 anos, quem você seria, o que teria, o que faria?

Sonhar em detalhes o que se deseja é uma habilidade que nem todos se permitem desenvolver. Há pessoas que sonham com maestria, mas não transformam seus sonhos em objetivos. Ficam no mundo das ideias e perdem a conexão para fazer acontecer. O sonho só ganha força quando você aprende a domá-lo. Usar a racionalidade para especificar o que realmente deseja, quando deseja que isso aconteça e estabelecer meios de mensurar os resultados.  Depois disso, precisará da imaginação mais uma vez para descobrir caminhos, opções e estratégias para atingir o desejado.

Lembre-se: sua mente tentará persuadi-lo a duvidar da validade do sonho para que você permaneça na zona de segurança e proteção. Nessa zona de segurança, você continuará a ser a mesma pessoa, com os resultados que sempre teve na vida. Por isso, nem todas as pessoas permitem-se ir além de si mesmas para alcançar resultados diferentes. Isso, talvez, esclareça porque muitos indivíduos vivem frustrados, infelizes e apenas justificam a impossibilidade de suas vidas.

Qual é a sua escolha? No próximo artigo, desvendaremos como transformar sonhos em realidade a partir de pequenas iniciativas diárias.

Até lá!

Lília Barbosa

[email protected]

 

 

 

4 thoughts on “A força de um sonho – 1/2

  1. Gibson Santos says:

    Excelente reflexão Lília! É preciso andar pra frente ou correr…

    Certa vez li sobre Wilma Rudolph (1940-1994) que na infância era portadora de poliomielite.
    Alguns médicos disseram: -“Ela nunca andará!”.
    Sua mãe se revezava com os outros filhos em massagear-lhe as pernas (quatro vezes por dia) e sempre repetia um conselho: -“Nunca desista!”. E ela não desistiu.

    Por volta dos 12 anos já conseguia andar normalmente, e, em 1960, na Olimpíada de Roma conquistou 3 medalhas de ouro nos 100, 200 e 4x100m quando ficou conhecida pelos jornais italianos como a Gazela Negra.

    Qual a diferença entre uma pessoa que nunca andaria e uma campeã olímpica? Nunca desistir!

  2. Helga Vasconcelos says:

    Muito bom, Lília! Texto de grande valor. Atual, verdadeiro e preocupante.
    A falta de confiança em si mesmo é, aparentemente, um dos grandes problemas que atormentam um considerável número de pessoas hoje em dia. Vejo na prática, que os golpes da vida, a acumulação de dificuldades e a multiplicidade de problemas tendem a solapar as energias e deixar a pessoa gasta e desencorajada. E é justo nesta hora que a mente
    nos faz duvidar da validade de um sonho.
    Precisamos de apoio social, de fé no sagrado, de clareza no propósito, de textos como este, para prosseguir com desenvoltura.
    O surpreendente é verificar que a sensação de confiança depende do tipo de pensamento que habitualmente ocupa nosso espírito. Confirmando aquela máxima: “Somente vencem aqueles que acreditam que podem vencer.”
    Não podemos jamais nos guiar pelos nossos temores.
    O segredo está em conseguir encher o espírito com pensamentos de fé, confiança e segurança para desenvolver a ousadia necessária para a construção de uma bela história.
    Vamos lá! Vamos juntos!! Vamos usar a força de um sonho! Podemos criar uma linda realidade!!
    Agradeço a inspiração.

    Bom fim de semana!

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