13 comportamentos que travam sua carreira

13 comportaamentos que travam a carreira

Sabia que a sua carreira pode travar? Você conhece exemplos de profissionais que investem quase a vida toda na aquisição de novos títulos, no entanto, o que se percebe é que todo o esforço parece ter sido em vão? Outros colegas de trabalho, sem tantas especializações, já receberam propostas para liderar equipes na própria empresa e convites até mesmo da concorrência.

O que ocorre nesses casos? Às vezes,  sem perceber, adotamos alguns comportamentos inadequados que nos impedem de crescer profissionalmente. Para fugir desse risco, listamos abaixo 13 comportamentos que podem travar a sua carreira. Confira e fuja deles:

1. Falar das pessoas, não sobre ideias

Existe um ditado atribuído a Eleanor Roosevelt que diz:

“Grandes mentes discutem ideias; mentes comuns discutem eventos; mentes pequenas discutem pessoas”.

Embora isso possa parecer evidente para algumas pessoas, é  algo que não é muito difundido no ambiente de trabalho. As pessoas acabam se deixando levar pelas fofocas, pelos comentários maldosos e pelas tentativa mesquinhas de subir na carreira sendo o tipo de pessoa que sempre aponta os deslizes e pequenos defeitos de outros profissionais.

A prática de falar das pessoas e fazer comentários destrutivos, em vez de focar no trabalho e buscar meios de atingir os objetivos da empresa através de novas alternativas mais criativas, por exemplo, desenvolve mentes pequenas. E mentes pequenas dificilmente prosperam em empresas sérias, com cultura de crescimento.

Quando você fala mal de pessoas e de lugares para outras, é de si mesmo que você está falando. 

2. Prometer o que não pode cumprir

É muito comum a vontade de querer impressionar os outros, sobretudo no ambiente profissional. Mas prometer o céu e não entregar nem uma pequena parte dele não ajuda em nada na sua carreira. Criar grandes expectativas e querer fazer todo o trabalho, além de mostrar certo desdém em relação à ajuda dos outros colegas de trabalho, tende a ser uma estratégia, na maioria das vezes,  fracassada.

O ideal é criar uma expectativa mais adequada sobre o seu trabalho: que você é capaz de entregar um trabalho impecável no prazo combinado e fazer isso com regularidade. Desta forma, você mostra que é uma pessoa confiável e que podem sempre contar com sua entrega.

 3. Achar que sabe o suficiente 

Diante de tantas mudanças rápidas muito do que você sabe está se tornando ultrapassado, por mais conhecimento e experiência que você tenha. Hoje, mais importante do que saber é ter a curiosidade em  “aprender, desaprender e reaprender”, como disse  Alvin Tofler. 

Às vezes, o que impede você de evoluir mais na carreira, é exatamente esse apego ao que acredita que sabe. Exercer a humildade do conhecimento e acreditar que sempre pode aprender um pouco mais é sempre um caminho mais sábio. Anualmente, reserve um tempo frequentar cursos, programas de desenvolvimento, ler livros, adquirir revistas especializadas para manter-se  atualizado sobre as melhores práticas do mercado. Outro ponto importante, não se restrinja a questões apenas técnicas, há uma série de eventos focados em desenvolvimento comportamentais, inovação, empreendedorismo que podem mudar o seu modelo menr

Outro aspecto importante do aprendizado é praticar verdadeiramente o que sabe. Há uma grande distância entre “saber” e “fazer”. Cuidado para não de tornar um teórico do conhecimento, sem práticas reais que fortalecem suas experiências e aprendizados.

4. Expor-se demais nas redes sociais

 

Embora a gente viva em uma época onde é considerado normal (ao menos por boa parte das pessoas), evite expor todos os aspectos de sua vida pessoal na internet através das redes sociais, com fotos e comentários sobre acontecimentos. É melhor ser capaz de controlar essa vontade de atrair a atenção para si em situações que podem passar do limite e provocar danos a você mesmo e à sua carreira. Dentre os hábitos mais prejudiciais, podemos considerar:

  • Postar mensagens de ódio (seja em relação a partidos políticos ou, pior ainda, manifestando puro preconceito);
  • Fazer comentários desapropriados (como piadas ou ironias) sobre tragédias ou acontecimentos que impactem as vidas das pessoas, demonstrando não ter empatia;
  • Criticar a própria empresa ou falar sobre pessoas com quem você já teve contato profissionalmente, expondo-as negativamente por algumas coisas que tenham dito ou feito;
  • Ridicularizar alguém por causa de algum erro, por exemplo; postar fotos ou vídeos seus em situações constrangedoras, como após ter bebido demais em uma festa ou se comportando de forma desapropriada;
  • Passar uma imagem de imaturidade;
  • Falar tudo o que vêm à cabeça, usando palavras de baixo calão;
  • Demonstrar intolerância sobre outros pontos de vista.

5. Procurar as pessoas apenas quando precisa delas

Falar com as pessoas apenas para pedir algo ou quando for de seu interesse acaba passando a imagem de que você não se importa realmente com elas. Apenas quer usá-las para seus objetivos. O que, no longo prazo, tende a deixá-lo um tanto isolado no ambiente do trabalho e na vida social, porque as pessoas distinguem rapidamente aqueles que mantém esse tipo de conduta.

Manter uma boa relação com as pessoas da sua rede de relacionamento, dedicando um pouco de tempo para conversar com elas e saber um pouco como estão e saber ouvi-los, demonstra que você é uma pessoa empática. E que não está ali apenas pensando beneficiar-se delas para crescer na carreira.

As relações profissionais e sociais devem ser regadas com frequência. Pense primeiro em contribuir com a sua rede, antes de pedir algo. Como pode fazer isso? Compartilhe algo que leu, um filme que assistiu, um local que conheceu e acredita que pode beneficiar alguém. Faça isso regularmente de forma natural. Isso fará com que você será lembrado e, se precisar de algo, dificilmente alguém nega um pedido a alguém que já contribuiu muito.

 


>6. Ser “político demais”

Ser político demais pode ser traduzido como o hábito de querer aliar-se ao maior número de pessoas possível, vendo-as apenas como possíveis aliados na sua tentativa de progredir na carreira. Não demonstrando nenhum real interesse neles enquanto pessoas, apenas como peões no seu tabuleiro de xadrez mental de conquista de um melhor cargo e de mais poder.

Líderes e profissionais “políticos demais” não falam o que realmente pensam, falam o que as pessoas querem ouvir, geralmente evitam posicionar-se em discussões e são também “bajuladores”.

Esses comportamentos são prejudiciais à empresa e à carreira, de qualquer executivo, porque o ambiente empresarial precisa que os problemas sejam expostos para que sejam resolvidos rapidamente. As ideias divergentes são ricas e ajudam a enxergar novas perspectivas. Qualquer coisa pode ser dita a qualquer pessoa, da forma e momentos adequados.

7. Viver reclamando de obstáculos intransponíveis

Passar a vida discutindo problemas, em vez de soluções, não ajuda em nada. Ainda mais quando esses problemas não podem ser solucionados no curto prazo, como por exemplo, a falta de verba da empresa para determinado projeto ou o número de funcionários para um projeto.  Isso acaba levando apenas a um ambiente de trabalho negativo.

Em vez disso, é muito mais produtivo considerar o que é possível ser feito com os recursos disponíveis e focar nas alternativas viáveis para tornar mais eficiente o seu trabalho e de toda a equipe. A mentalidade “fazer mais com menos” aliada ao “foco no positivo” tem sido cada vez mais necessária para manter uma carreira em crescimento. 

 8. Ter baixa flexibilidade para mudar

baixa flexibilidade acaba sendo patente em algumas situações do ambiente de trabalho. Como insistir em realizar a atividade da forma que sempre fez, mesmo que já tenha sido alertado da nova forma de trabalho. Outro exemplo, é a defesa exagerada do seu ponto de vista, não demostrando o entendimento da perspectiva da outra pessoa. 

Esses comportamentos mostram que sua flexibilidade é baixa para se adequar às diretrizes propostas em um ambiente de trabalho novo, por exemplo. E que tem uma visão rígida demais, além de passar a impressão de que é uma pessoa arrogante, acaba sem aprendizados novos, o que limita bastante o crescimento na carreira ou gera o famoso “descarrilamento”.

Descarrilamento é quando o profissional começa bem a sua carreira, mas por algum motivo, torna-se arrogante, deixa de aprender, não se atualiza, desenvolve comportamentos indesejáveis, como os que estamos citando nesse artigo e, por tudo isso, derrapa na pista do crescimento profissional, tendo que recomeçar e reconstruir a carreira.

Manter a mente aberta para mudanças, praticar a curiosidade para experimentar o novo, errar e aprender com os erros, são aspectos fundamentais para mostrar que você é um profissional flexível. E que pode superar eventuais vícios que tenha adquirido no decorrer de sua carreira.

 9. Buscar culpados

A prática de culpar os outros quando algo não sai como deveria é um comportamento típico de profissionais com tendência à baixa performance.

Tudo bem que você possa não ter a culpa integral sobre algum trabalho que acabou não dando certo ou foi mal executado, mas tentar apenas se isentar e atribuir a culpa aos colegas de trabalho e, pior, a pessoas que você lidera, é uma atitude que demonstra que você não está disposto a assumir responsabilidade por eventuais erros e fracassos. Isso passa a imagem de um profissional pouco confiável.

A busca de culpados é comum em líderes e profissionais imaturos e com locus de controle externo e isso não tem nada a ver com a idade. Há jovens que assumem a responsabilidade do que fez ou deixou de fazer e há profissionais próximos da meia idade que culpam aos outros pelo o que ele não conseguiu realizar.

Isso significa que seus comportamentos são influenciados pela sua percepção de controle sobre eles, de acordo com a teoria de locus de controle, estudado pelo psicólogo Julian Rotter.

Quem tem o locus de controle externo, tende a acreditar que a mudança não depende dele, por isso, não empreende esforços para mudar, consequentemente, justifica os objetivos não atingidos pela atribuição da culpa a alguém ou à uma situação. Em contrapartida, quem tem o locus de controle interno, assume a responsabilidade dos erros e resultados. Ao acreditar que tem o poder de mudar a situação, a pessoa assume essa responsabilidade, e desta forma, reage e faz a mudança desejada acontecer.

E você, assume a responsabilidade pelo desempenho na sua carreira ou delega essa responsabilidade para a empresa? Acredita que seu esforço pode criar oportunidades ou acha que a sorte é determinante para que as oportunidades existam?  

 10. Gastar o tempo em lugar de investir no tempo

 Um dos comportamentos mais vitais na carreira das pessoas bem-sucedidas é que elas sabem como lidar com o tempo e conseguem delimitar, em suas agendas, quantas horas terá que gastar com determinada tarefa. Elas sabem se organizar para serem capazes de entregar todos os seus trabalhos no prazo correto.

Além disso, essas pessoas não caem na rotina daqueles profissionais que simplesmente “matam o tempo” esperando chegar a hora de ir embora. Em vez disso, elas buscam sempre melhorar a sua produtividade e organizar o seu ambiente de trabalho. Ainda que isso represente se livrar daquele excesso de papelada na mesa por pura preguiça de jogar fora conteúdos inúteis. Ou organizá-los em pastas específicas. Uma pessoa organizada e que está no controle sobre os seus afazeres sempre acaba passando uma melhor impressão.

É vital usar o seu tempo livre para fazer atividades que lhe tragam mais conhecimento, em vez de apenas proporcionar diversão. Embora, seja importante que você tenha seus hobbies e que faça atividades que te tragam prazer, para aliviar o estresse do cotidiano. As pessoas que se cuidam tendem a ser profissionais mais produtivos e felizes.   

 11. Ter valores desalinhados

Agir como se o certo ou errado é algo muito relativo, pode ser um péssimo cartão de visitas. As pessoas podem entender que você é pouco confiável e pode estar disposto a qualquer coisa, inclusive a se corromper, para conseguir o que quer.

Seus valores devem estar verdadeiramente alinhados aos valores da companhia, se não estão, talvez você esteja na empresa errada. Fazer parte de um ambiente no qual você não acredita  é muito desmotivador e impacta diretamente em seu desempenho.

Portanto, conhecer os seus valores é um passo importante para tomar as decisões certas em sua carreia  e sentir-se bem com o que faz. Faça-se perguntas como: “Porque a minha carreira é importante?”,  “Porque quero isso?”,  ” O que amo em meu trabalho”? “Porque amo isso?”

12. Ser incongruente

A incongruência gera perda de credibilidade. Dia menos dia a incongruência será notada e pode te prejudicar. Congruência é você falar o que faz, um alicerce fundamental para qualquer carreira de sucesso. Por exemplo, você reclama das pessoas que chegam atrasadas nas reuniões e você faz a mesma coisa. Exigir que as outras pessoas tenham um comportamento que você não pratica revela incongruência.

Estamos em um mundo onde nunca foi tão necessário que os discursos sejam alinhados com as práticas. Isso representa a conduta ética que alicerça a quantidade, a qualidade e a duração de muitas oportunidades em sua carreira.

Líderes e profissionais congruentes geram admiração, respeito e credibilidade na rede de relacionamentos, gerando uma conexão duradoura com clientes, fornecedores, liderados, colegas e sócios. Isso multiplica as oportunidades para todas as pessoas envolvidas.

 13. Ser imediatista

Pensar no curto prazo e tomar atitudes que podem parecer fazer sentido naquele momento, mas que no longo prazo deixam uma imagem negativa, é uma armadilha que deve ser evitada.

Saiba que as pessoas imediatistas tendem a enxergar apenas o curto prazo. Isso significa ausência de visão sistêmica. A visão sistêmica é uma das competências mais requeridas quando se trata de cargos de liderança.

Ter visão sistêmica é também conseguir enxergar os impactos de uma ação ou inação a curto, médio e longo prazos. Geralmente, pequenas ações tem impactos pequenos a curto prazo e, essa mesmas ações, um grande impacto na sua carreira no longo prazo. Pense sobre isso em cada pequena decisão diária: “Quais serão as consequências da minha escolha, daqui a 5 anos?”

Essa reflexão ajudará a desenvolver uma perspectiva menos imediatista e mais ampliada de suas ações.

Agora que você já sabe quais comportamentos devem ser evitados. Inspire-se no exemplo de pessoas bem-sucedidas, construa e mantenha uma carreira de sucesso!

 

Lília Barbosa & Creoncedes Sampaio

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